CASA DO POVO

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sexta-feira, 26 de julho de 2019

PGR identificou ataques a 25 procuradores


A procuradora-geral da República, Raquel Dodge
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou em nota nesta quinta-feira (25) que foram identificados ataques de hackers a aparelhos utilizados por 25 membros do Ministério Público Federal (MPF). Um deles é o da chefe do órgão, Raquel Dodge. Menos da metade dos aparelhos foram efetivamente comprometidos, segundo a PGR. A instituição já havia informado mais cedo que os invasores não conseguiram ter acesso aos dados de Raquel. De acordo com a PGR, os ataques foram identificados no início do mês de maio pela Secretaria de Tecnologia de Informação e Comunicação (Stic) após a instauração de procedimento dentro da instituição. As providências foram tomadas para apurar as suspeitas de invasões nas contas do Telegram de membros da força-tarefa Lava Jato em Curitiba e no Rio de Janeiro. “Ao analisarem o caso específico da procuradora-geral, técnicos da Stic perceberam uma característica que chamou a atenção e que posteriormente foi um dos elementos centrais para se desvendar como se deram as invasões. É que, diferentemente de outros aparelhos que tiveram o aplicativo invadido, o de Raquel Dodge estava com a caixa postal desativada”, diz a nota da PGR. O órgão também informou que entre as medidas adotadas após as invasões estão a troca de linhas telefônicas, ações de comunicação interna para que usuários habilitassem a dupla verificação das contas e que passassem a utilizar o eSpace (ferramenta de mensagens disponibilizada pelo Ministério Público Federal). “Também foi apresentada solicitação à operadora Claro para que desativasse o serviço de caixa postal de todos os telefones institucionais do MPF”, afirma.
Estadão Conteúdo

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