CASA DO POVO

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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Onyx Lorenzoni afirma que WhatsApp é o canal preferido do governo

Foto: Alan Santos / PR
Após participar de um evento evangélico em Brasília, na manhã desta quinta-feira (25), o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que, apesar dos ataques de hackers aos celulares do presidente Jair Bolsonaro, a comunicação entre integrantes do governo segue normalmente pelos telefones móveis. Ele afirmou ainda que o WhatsApp continua sendo o canal preferido para a troca de mensagens.
Segundo Onyx, a rotina "até o momento" não foi alterada em função da revelação dos ataques. "WhatsApp a gente usa regularmente, né? Quase todos, né? Até porque é o mais usado por toda a sociedade. Então, fora disso, não tem nenhuma medida nesse momento, até o presente momento de alteração da rotina que a gente vive hoje", disse.
Questionado se houve uma mudança de protocolo na comunicação, o ministro disse que o tema talvez possa ser abordado na reunião ministerial na próxima semana. "Não... Nós nos comunicamos normalmente, né? Não houve (mudança), de ontem pra cá. Pode ser que, com todas essas investigações, isso possa acontecer. Nós vamos ter uma reunião ministerial terça-feira, pode ser que a Abin ou o próprio Ministério da Justiça e Segurança possam trazer algumas alterações principalmente na comunicação entre os ministros e entre o presidente. Mas até o presente momento, não", declarou Onyx.
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) alertava o presidente e seus ministros sobre os riscos de eles se comunicarem por meio de celulares pessoais não criptografados. O chefe do Planalto e o primeiro escalão usam aparelhos pessoais para trocar mensagens por WhatsApp até sobre temas confidenciais. Nesta quinta, o Ministério da Justiça, Sergio Moro, informou nesta quinta-feira que  celulares de Bolsonaro foram alvo de hackers . Dois ministros de Estado — Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia) — relataram ter o celular invadido. 
Segundo o GSI, é disponibilizado ao governo federal, por intermédio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), um aparelho celular denominado Terminal de Comunicação Seguro (TCS)  e que cabe às autoridades "optar pelo equipamento e operá-lo conforme suas necessidades funcionais".

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