CASA DO POVO

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Partido Novo avalia monitorar gestão de Romeu Zema


Romeu Zema
Preocupada com o impacto da administração Romeu Zema na imagem do partido e com um possível descolamento em relação à legenda, a direção nacional do Novo estuda acionar o Departamento de Apoio ao Mandatário, órgão previsto no estatuto partidário, para monitorar as ações do governo de Minas Gerais. Algumas ações deste início de mandato de Zema fizeram acender o sinal de alerta na cúpula do Novo. A principal delas foi a nomeação de pessoas ligadas ao PSDB para cargos-chave do governo, como Custódio de Mattos, ex-secretário de Desenvolvimento Social de Aécio Neves, para a poderosa pasta de Governo e o deputado tucano Luiz Humberto Carneiro, que foi líder do ex-governador Antonio Anastasia, para a liderança do governo na Assembleia Legislativa. Além disso, a manutenção de Germano Vieira, remanescente da gestão Fernando Pimentel (PT), na Secretaria de Meio Ambiente, em meio à tragédia de Brumadinho, também desagradou à cúpula do partido. Durante a campanha, Zema fez duras críticas ao PT e ao PSDB, os quais associou à “velha política” em contraposição à proposta “modernizadora” do Novo. Segundo fontes próximas à cúpula do partido, a relação da direção com Zema começou a ficar turva ainda no primeiro turno da campanha eleitoral, quando o então candidato pediu votos tanto para João Amoêdo (Novo) quanto para Jair Bolsonaro (PSL). Zema afirmou que foi um erro de comunicação, mas a cúpula do partido não engoliu a explicação. Agora, dirigentes da sigla se queixam de dificuldades de interlocução com o governador, a quem consideram “muito autossuficiente” e arredio. Por isso, estudam monitorar a gestão por meio do Departamento de Apoio ao Mandatário, órgão previsto no estatuto do partido que tem o objetivo de dar suporte aos candidatos eleitos pelo Novo, mas também tem a prerrogativa de “vetar nomeações” e “alertar o mandatário” em casos extremos de possível desacordo com as rígidas normas da sigla.
Estadão

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